A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), foi internada na Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP), em São Paulo, para apuração de um quadro infeccioso.
Segundo nota divulgada nas redes sociais da ministra, ela procurou atendimento após apresentar mal-estar acompanhado de febre alta e dor abdominal. Desde a admissão, a evolução clínica é considerada favorável, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais.
Guajajara permanece em observação, realiza exames complementares e recebe acompanhamento das equipes médicas chefiadas pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano. Até o momento, não há previsão de alta.
Saída do ministério para disputar eleição
Na última sexta-feira (20), a ministra anunciou que deixará o cargo para concorrer à reeleição como deputada federal por São Paulo. O desligamento da pasta está previsto para 30 de março. O secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, deve assumir interinamente.
Balanço da gestão
Guajajara destacou como principais resultados da gestão a retomada dos processos de demarcação de terras indígenas, a retirada de invasores de territórios tradicionais e a inclusão da pauta indígena no centro das políticas públicas. Desde a criação do ministério, em janeiro de 2023, 20 terras indígenas foram homologadas — número que supera as 11 homologações registradas na década anterior.
Entre os territórios oficializados, seis foram homologados em abril de 2023 (Arara do Rio Amazônia-AC, Kariri Xocó-AL, Rio dos Índios-RS, Tremembé da Barra do Mandaú-CE, Uneiuxi-AM e Ava Canoeiro-GO); dois em setembro do mesmo ano (Rio Gregório-AC e Acapuri de Cima-AM); dois em abril de 2024 (Cacique Fontoura-MT e Aldeia Velha-BA); três em agosto de 2025 (Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas no CE); e quatro em novembro de 2025 durante a COP 30, em Belém (Kaxuyana-Tunayana-PA/AM, Parecis-MT, Uirapuru-MT e Manoki-MT).
A ministra também comentou o impasse jurídico sobre o marco temporal das demarcações. Enquanto o Supremo Tribunal Federal rejeitou o critério, o Congresso aprovou legislação sobre o tema, o que vem travando parte dos processos.
Guajajara seguirá internada para monitoramento da suspeita de infecção e terá nova atualização médica quando houver definição sobre a data de alta.
Com informações de G1

