Brasília, 25 de outubro de 2025 – O Ministério Público da Itália concluiu que a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) não está sujeita a violações de direitos humanos caso seja extraditada para o Brasil.
Em parecer enviado à Justiça italiana, o órgão rebateu o argumento da defesa de que a parlamentar seria alvo de perseguição política. O documento sustenta que o processo no Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu amplo direito de defesa e se baseou em provas como documentos apreendidos e gravações telefônicas.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão, multa de R$ 2 milhões e perda do mandato por participação na invasão hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Prisão na Itália
A deputada está presa preventivamente na Itália desde 29 de julho, onde reside por possuir cidadania italiana. A detenção foi determinada pela Corte de Apelação de Roma, que apontou risco elevado de fuga, informou a Advocacia-Geral da União (AGU).
No início de outubro, após a Corte de Cassação – instância máxima do Judiciário italiano – negar recurso que pedia sua libertação, Zambelli iniciou greve de fome.
Imagem: Michel Jesus
O processo de extradição segue em análise pela Justiça italiana.
Com informações de Gazeta do Povo

