','

'); } ?>

Microsoft apresenta armazenamento de dados em vidro com expectativa de durar 10 mil anos

Publicidade

A Microsoft revelou um protótipo de armazenamento que grava informações em vidro de quartzo e promete manter os dados intactos por milênios. Batizado de Project Silica, o sistema usa lasers de femtossegundo para registrar arquivos em camadas tridimensionais dentro do material, dispensando energia ou manutenção após a gravação.

Como a tecnologia grava os dados

O processo emprega pulsos ultrarrápidos de laser para criar voxels — minúsculos pontos que formam padrões no interior do vidro. Cada voxel codifica bits que podem ser lidos posteriormente por microscópios ópticos controlados por inteligência artificial, que analisam as distorções geradas no material.

Publicidade

Principais vantagens

Segundo a Microsoft Research, o armazenamento em vidro apresenta:

  • Longevidade estimada superior a 10.000 anos;
  • Resistência a temperaturas de até 1.000 °C, radiação eletromagnética, incêndios e inundações;
  • Arquivamento passivo, sem necessidade de eletricidade ou resfriamento;
  • Redução de custos de manutenção em datacenters e menor impacto ambiental, graças à eliminação de substituições frequentes de hardware.

Comparação com métodos atuais

Enquanto discos rígidos costumam falhar entre três e cinco anos por desgaste mecânico e SSDs sofrem degradação de células de memória, o bloco de quartzo não possui partes móveis nem camadas sujeitas à oxidação. Além disso, é imune a pulsos eletromagnéticos que poderiam inutilizar servidores convencionais.

Aplicações previstas

O Project Silica está voltado, inicialmente, para serviços de nuvem de hiperescala e preservação histórica de instituições que necessitam guardar grandes volumes de dados a longo prazo. A complexidade dos equipamentos de gravação e leitura ainda impede a adoção doméstica ou em pequenas empresas, mas a Microsoft aposta que avanços na computação óptica tornarão o formato mais acessível no futuro.

Com a nova abordagem, a companhia pretende criar um ecossistema em que a perda de dados por falha física se torne cada vez mais rara, redefinindo os conceitos de backup e preservação digital.

Com informações de Olhar Digital

Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *