A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou, na noite de terça-feira (6), a demora do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em autorizar a realização de exames médicos no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-chefe do Executivo sofreu uma queda dentro da cela que ocupa na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Após aguardar por horas na sede da corporação, Michelle deixou o local e, pelas redes sociais, afirmou que o “socorro emergencial fica apenas na teoria”. Diante de jornalistas, pediu “bom senso” a Moraes e apelou aos demais integrantes da Corte: “Ministros, vocês não estão vendo o que está acontecendo? Vocês vão deixar isso acontecer com o meu marido?”.
Estado de saúde e exames solicitados
O médico Brasil Caiado, que acompanha Bolsonaro, relatou que o ex-presidente apresentava apatia, leve queda da pálpebra esquerda, tontura e pressão arterial estabilizada, porém sem dor. Ele recomendou a realização urgente de tomografia computadorizada e ressonância magnética de crânio, além de eletroencefalograma.
A defesa de Bolsonaro requisitou a transferência imediata a um hospital. Moraes, entretanto, entendeu que não havia “necessidade de remoção imediata” e solicitou: 1) relatório detalhado do atendimento prestado pelos médicos da PF; 2) indicação formal dos exames pretendidos pelos advogados. Ambos os documentos foram enviados ao STF na tarde desta terça.
Relatos da Polícia Federal
De acordo com a Polícia Federal, Bolsonaro estava consciente e orientado no momento da avaliação inicial, mas demonstrou leve desequilíbrio ao ficar em pé. Também foram identificados um corte superficial no lado direito do rosto e outro no pé esquerdo. As hipóteses levantadas para a queda incluem interação medicamentosa, crise epiléptica, adaptação ao uso de aparelho CPAP para apneia do sono ou processo inflamatório pós-operatório.
PGR notificada
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi intimado a se manifestar sobre as informações médicas, mas ainda não apresentou posicionamento. Michelle Bolsonaro afirmou que a vida do marido “está agora nas mãos” do PGR e classificou como “tortura” o tratamento recebido na prisão.
Com informações de Gazeta do Povo

