A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou ao jornal britânico The Telegraph, em entrevista publicada nesta quarta-feira (24), que se levantará “como uma leoa” para proteger os conservadores brasileiros depois da condenação do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
No diálogo com o periódico, Michelle responsabilizou a esquerda por uma “armação” que teria levado à sentença contra o ex-chefe do Executivo. “O julgamento de Jair e de outras pessoas inocentes foi uma farsa judicial. As acusações forjadas contra meu marido foram uma tentativa de ocultar violações graves que ocorriam no Brasil, embora tenham acabado de expô-las”, declarou.
Possível sucessão política
Apresentada pelo Telegraph como possível sucessora de Bolsonaro e principal voz da direita no país, Michelle não descartou disputar cargos eletivos no futuro. Ela ressaltou, porém, que no momento concentra-se em cuidar da família, citando as filhas e as recentes lesões cancerígenas identificadas na pele do ex-presidente. “Minha total atenção está voltada para cuidar das minhas filhas e de meu marido neste momento delicado”, afirmou.
Críticas a sanções dos EUA
O jornal recordou que, durante o julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, impôs tarifa de 50% sobre importações brasileiras. Em referência às medidas, Michelle declarou apoio às ações de Washington, classificando-as como resposta às supostas injustiças cometidas no Brasil.
Imagem: Isabella de Paula
Ao reforçar que pretende defender “valores conservadores, a verdade e a justiça”, a ex-primeira-dama disse estar disposta a atender a “vontade de Deus” caso seja necessário disputar uma eleição. “Se, para cumprir a vontade de Deus, for necessário assumir uma candidatura política, estarei pronta para fazer o que Ele me pedir”, concluiu.
Com informações de Gazeta do Povo

