O advogado-geral da União, Jorge Messias, mantém uma série de reuniões com senadores para garantir apoio à sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 20 de novembro do ano passado.
Para assumir a cadeira deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente, Messias precisa do aval da maioria absoluta do Senado, ou seja, 41 votos. Segundo interlocutores, o AGU já conversou com 70 parlamentares; ao menos 40 deles foram procurados mais de uma vez.
Votos mapeados
Auxiliares do advogado-geral afirmam nos bastidores que ele teria, hoje, cerca de 52 apoios, 11 acima do mínimo exigido. Outros 10 senadores ainda não o receberam, alegando aguardar o envio da indicação formal da Presidência da República. Até o momento, o Palácio do Planalto não encaminhou a mensagem oficial ao Congresso.
Articulação palaciana
Paralelamente, Lula falou por telefone na semana passada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Ficou acertado um encontro presencial para discutir recentes derrotas do governo na Casa e, principalmente, a sabatina de Messias. A reunião pode ocorrer ainda esta semana.
Alcolumbre, que comanda a pauta de votações, não se reuniu com o indicado ao STF desde que o pedido foi feito, em novembro. Integrantes do governo avaliam que a conversa direta entre o chefe do Executivo e o senador ajudará a destravar o processo.
Com informações de G1

