Rio de Janeiro – A segurança pública fluminense tornou-se o centro de uma antecipada batalha política para 2026. A aprovação do governador Cláudio Castro atingiu o maior nível dos últimos três anos após a realização de uma megaoperação contra o crime organizado, enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva investiu R$ 454 mil em anúncios nas redes sociais nos quatro dias seguintes à ação.
Segurança pública divide palanques
Conforme levantamento divulgado nesta semana, o salto na popularidade de Castro é diretamente atribuído à operação policial de grande porte promovida no estado. A iniciativa passou a ser interpretada por aliados do governador e do Palácio do Planalto como um ensaio da campanha eleitoral que se desenha para a próxima corrida ao Palácio do Planalto.
Repercussão federal
Em resposta ao destaque obtido pelo governo estadual, a Secretaria de Comunicação da Presidência autorizou a veiculação de peças publicitárias que somaram R$ 454 mil entre 27 e 30 de outubro de 2025, com foco em ações federais de segurança e combate ao crime organizado.
Judiciário em evidência
O Poder Judiciário também permaneceu no centro das atenções:
- O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-ministro José Dirceu serão agraciados com a mesma medalha de honra.
- A Defensoria Pública da União pediu ao STF o arquivamento de denúncia contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
- O Ministério Público Federal denunciou um advogado por chamar o presidente Lula de “ex-presidiário” nas redes sociais.
- Um ministro militar criticou a presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, por ter pedido perdão às vítimas da ditadura.
Projetos do governo e críticas externas
No campo administrativo, o Executivo planeja destinar recursos de estatais, via Lei Rouanet, para a revitalização da Praça dos Três Poderes, em Brasília. Já na política externa, analistas apontaram “zero chance” de sucesso para uma eventual tentativa de Lula intermediar um acordo de paz na Venezuela.
Imagem: perdir perdão às vítimas da ditadura
Movimentação partidária e reforma tributária
O PSDB iniciou conversas com Ciro Gomes e o ex-presidente Michel Temer em busca de um novo posicionamento de centro para a disputa presidencial de 2026. Paralelamente, discute-se a criação de um “supertribunal” relacionado à reforma tributária, proposta que promete acelerar julgamentos, mas pode elevar os custos de acesso à Justiça.
Os próximos passos de governo, oposição e Judiciário indicarão se o embate antecipado no Rio de Janeiro permanecerá como principal termômetro eleitoral até 2026.
Com informações de Gazeta do Povo

