Em 9 de setembro de 1947, técnicos que operavam o computador Mark II na Universidade de Harvard encontraram uma mariposa presa nos relés da máquina. O inseto interrompeu o fluxo elétrico, provocando uma pane e obrigando a equipe de manutenção a removê-lo com uma pinça.
O animal foi colado no diário de bordo com a anotação bem-humorada de que aquele era o “primeiro caso real de bug encontrado”. O registro original faz parte do acervo do National Museum of American History, nos Estados Unidos.
Popularização do termo
A palavra bug já era empregada desde o século XIX, inclusive por Thomas Edison, para indicar falhas mecânicas. Contudo, foi o grupo liderado pela oficial da Marinha norte-americana Grace Hopper, presente no laboratório no dia do incidente, que consolidou o uso do termo no campo da computação.
A partir daquele momento, a tarefa de localizar e corrigir erros passou a ser chamada de debugging (depuração), prática que permanece fundamental no desenvolvimento de hardware e software.
Imagem: inteligência artificial
Da falha física ao erro de código
Nos anos 1940, computadores ocupavam salas inteiras e eram suscetíveis a interferências externas, como poeira, calor e pequenos animais. Décadas depois, as falhas migraram para o ambiente virtual: hoje, bilhões de linhas de programação sustentam serviços digitais, e a identificação de bugs é parte essencial do trabalho de desenvolvedores em todo o mundo.
Com informações de Olhar Digital

