O pastor Silas Malafaia afirmou nesta sexta-feira (19.dez.2025) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado, teriam praticado tráfico de influência. A acusação se baseia em contrato de R$ 129 milhões firmado entre o escritório de Viviane e o Banco Master para um período de três anos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Malafaia argumentou que “não existe honorário advocatício nesse valor em um contrato genérico” e declarou que, “em um país sério”, a advogada seria investigada e o ministro, afastado.
Defesa de deputados do PL
O pronunciamento ocorreu após operação da Polícia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão contra os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Autorizada pelo ministro Flávio Dino, a ação apura possível desvio da cota parlamentar por meio de aluguel de veículos. Ambos negam irregularidades.
Malafaia classificou a investigação como perseguição a opositores e criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não colocar em pauta pedidos de impeachment de ministros do STF. Para o pastor, a maioria dos senadores é “frouxa” e tem “rabo preso”.
Críticas a ministros do STF
O líder religioso também atacou Flávio Dino por retirar o sigilo de documentos da operação contra os parlamentares e acusou o ministro Dias Toffoli de impor sigilo máximo aos autos do caso Banco Master, impedindo acesso público até mesmo ao registro de movimentação do processo. Toffoli ainda mandou retirar da CPMI do INSS materiais obtidos com quebras de sigilo do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira.
Origem do contrato
O contrato entre o escritório de Viviane de Moraes e o Banco Master foi localizado pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero. O documento previa a defesa do banco em eventuais procedimentos no Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional e outros órgãos. A existência do acordo foi revelada inicialmente pela coluna de Malu Gaspar, de O Globo, e confirmada por fontes ligadas à investigação.
Malafaia já foi alvo de busca
Em agosto, Silas Malafaia passou por busca e apreensão ao desembarcar no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A ação ocorreu no inquérito que investiga a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos. O pastor prestou depoimento, mas não foi indiciado.
Imagem: Ricardo Stuckert
Reações de Sóstenes e Jordy
Após a operação denominada Galho Fraco, Sóstenes Cavalcante declarou em coletiva de imprensa que a investigação é “cortina de fumaça” da esquerda às vésperas das eleições de 2026. Jordy, por sua vez, afirmou ser vítima de “vingança pessoal” de Flávio Dino e reclamou de nova busca em sua residência no dia do aniversário de sua filha.
Jordy também cobrou que Dino investigue pagamentos de R$ 300 mil cada, atribuídos ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, para a empresa da socialite Roberta Luchsinger. A transação é apurada na Operação Sem Desconto; diálogos analisados pela PF sugerem que os valores teriam como destinatário o filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, que não é formalmente investigado.
Malafaia concluiu o vídeo desafiando Alexandre de Moraes a se manifestar sobre o contrato: “Quer me prender? Eu não tenho medo disso”.
Com informações de Gazeta do Povo

