Caminhar pela praia em uma noite escura e ver as ondas iluminarem-se em tom azul neon é resultado de um processo biológico chamado bioluminescência. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), o fenômeno ocorre quando organismos vivos convertem energia química em fótons visíveis.
Como a luz é gerada
O brilho aparece após um estímulo mecânico – como a quebra das ondas ou o movimento de um barco – que agita micro-organismos presentes na água. Essa agitação coloca em contato a enzima luciferase com a proteína luciferina, desencadeando uma reação que emite luz quase sem produção de calor, com eficiência próxima de 100%.
Pequenos produtores de luz
Na zona costeira, o clarão é produzido principalmente por dinoflagelados, algas unicelulares que fazem parte do fitoplâncton e da base da cadeia alimentar marinha. Além de economizar energia, o brilho funciona como um mecanismo de defesa: confunde predadores e atrai animais maiores que podem se alimentar deles.
Diferentes funções no oceano
A utilidade da bioluminescência varia conforme a profundidade:
- Zonas costeiras: aviso de movimento e defesa (fitoplâncton).
- Mar aberto: camuflagem ou proteção (águas-vivas e lulas).
- Zona abissal: atração de presas no ambiente sem luz solar (peixes-lanterna e polvos).
Quando e onde observar
Para que o espetáculo seja visível, é preciso alta concentração desses micro-organismos, condição que durante o dia pode ser registrada como “maré vermelha” – embora nem toda maré vermelha seja luminosa. A observação é favorecida em noites de lua nova, quando a escuridão realça o tom azulado. Destinos populares incluem Maldivas, Porto Rico e algumas praias do litoral brasileiro.
Imagem: inteligência artificial
A bioluminescência continua a encantar turistas e pesquisadores, lembrando a complexidade dos ecossistemas marinhos e os inúmeros aspectos ainda a serem explorados pela ciência.
Com informações de Olhar Digital

