Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar à Colômbia nos próximos dias para a cúpula de chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), onde pretende declarar “solidariedade regional” ao governo de Nicolás Maduro. A agenda foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que justificou o deslocamento como demonstração de que a América do Sul é “região de paz e cooperação”.
Críticas à extensão do apoio
Durante o programa “Última Análise”, exibido na quinta-feira (6), o escritor Francisco Escorsim questionou até onde iria essa solidariedade. Ele citou eventual cenário de intervenção militar norte-americana na Venezuela e indagou se o Brasil empregaria suas Forças Armadas para defender o país vizinho.
Encontro com Gustavo Petro
Além de se reunir com Maduro, Lula encontrará o presidente colombiano, Gustavo Petro. O colombiano foi alvo de acusações nos Estados Unidos de envolvimento com o narcotráfico e chegou a ser sancionado, assim como familiares, pelo governo norte-americano. O jornalista Omar Godoy lembrou que, segundo as autoridades dos EUA, a produção e o envio de cocaína teriam aumentado durante a gestão de Petro.
Luxo na comitiva
Apesar do discurso oficial de combate às desigualdades, integrantes da comitiva presidencial, incluindo a primeira-dama Janja da Silva, estariam hospedados no iate de luxo Lana 3, embarcação com mais de dez camarotes, sala de jantar, solário e deck. Segundo Escorsim, o governo poderia ter optado por um navio da Marinha, mas a alternativa foi descartada por falta de conforto.
Poder Judiciário em foco
Em Buenos Aires, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou, na quarta-feira (5), não ver necessidade de classificar facções criminosas como organizações terroristas e criticou o que chamou de “excesso de politização” no debate sobre segurança pública. O jurista André Marsiglia reagiu com ironia, destacando que um magistrado pode estar ele mesmo politizando o tema ao opinar sobre mudanças legislativas.
Imagem: Gazeta do Povo
Novo inquérito determinado por Alexandre de Moraes
Também na semana, o ministro Alexandre de Moraes abriu investigação dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas. A Polícia Federal deverá apurar lavagem de dinheiro de facções e milícias, além da possível infiltração de organizações criminosas no poder público. Para Marsiglia, Moraes busca protagonismo ao centralizar diversas frentes de investigação.
O programa “Última Análise” vai ao ar no YouTube de segunda a sexta, das 19h às 20h30, debatendo temas considerados decisivos para o país.
Com informações de Gazeta do Povo

