O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou, nesta quarta-feira, 19 de novembro de 2025, o papel da primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA). Segundo o chefe do Executivo, a participação dela não se deve ao casamento com o mandatário, mas à função oficial que recebeu da organização do evento.
“Eu não sei quantas vezes uma primeira-dama trabalhou tanto numa COP como a Janja trabalhou. Ela não estava aqui porque é minha mulher, mas porque tinha uma função, tinha uma representação dada pela presidência da COP para percorrer o Brasil e o mundo falando da participação das mulheres”, afirmou Lula, ao lado da esposa.
Designada como enviada especial para assuntos de gênero da conferência, Janja participou de diversos encontros formais e paralelos desde o início do evento. Lula, que esteve na abertura, retornou à capital paraense apenas nesta quarta-feira.
Convite recusado por Trump
Durante o balanço da participação brasileira, o presidente declarou que ainda pretende “convencer” o ex-mandatário norte-americano Donald Trump sobre a gravidade das mudanças climáticas e a necessidade do chamado desenvolvimento verde. Lula afirmou ter convidado Trump para a COP 30, convite que não foi aceito; Washington também não enviou delegação oficial.
“Estou tão feliz que um dia haverei de convencer o presidente dos Estados Unidos de que a questão climática é séria”, declarou. Lula acrescentou ainda que sonha com o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia.
Imagem: Camila Abrão
Impasse sobre o texto final
O primeiro rascunho do documento decisório da conferência foi apresentado na terça-feira, 18. Uma das divergências gira em torno do “caminho” para superar o uso de combustíveis fósseis, proposta defendida pelo governo brasileiro. Lula não antecipou o conteúdo do acordo, mas disse esperar “o melhor resultado”.
O presidente aproveitou para rebater críticas à escolha de Belém como sede do encontro e reiterou que o debate climático não pode ficar restrito a “meia dúzia de intelectuais ou ambientalistas”. Segundo ele, “todos os dirigentes do mundo devem saber que cuidar do clima é cuidar da existência do planeta” e que “os países ricos precisam ajudar os países pobres”.
Com informações de Gazeta do Povo

