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Lula eleva tom contra aproximação entre Trump e Flávio Bolsonaro na corrida de 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou, nos últimos dias, críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto em 2026. A estratégia, segundo interlocutores do governo, mira resgatar o discurso nacionalista e mobilizar a base de esquerda em meio às tensões diplomáticas abertas pela tentativa frustrada de visita de um assessor de Trump ao Brasil.

Discurso nacionalista ganha força

Em pronunciamentos realizados em São Paulo e no 1º Fórum de Alto Nível Celac-África, em Bogotá, em 21 de março, Lula afirmou que “as riquezas minerais da América Latina estão na mira dos Estados Unidos” e rebateu ações americanas na Venezuela, em Cuba e no Irã. Paralelamente, aliados como a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) e o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) acusaram Flávio Bolsonaro de “entregar o futuro do povo brasileiro” ao defender, na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), a venda de terras raras brasileiras aos EUA.

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Dirceu fala em ‘governo Trump’ no Brasil

Em 15 de março, durante evento que comemorou seus 80 anos em São Paulo, o ex-ministro José Dirceu afirmou que uma eventual vitória de Flávio levaria Trump a “governar o Brasil”, retomando a tese de interferência norte-americana no processo eleitoral.

Resposta de Flávio nos Estados Unidos

Falando à plateia da CPAC no Texas, em 28 de março, Flávio Bolsonaro rejeitou qualquer ingerência estrangeira e criticou suposta atuação do governo Joe Biden nas eleições de 2022. O senador defendeu que o pleito brasileiro seja conduzido “apenas pelos brasileiros”.

Caso Beattie amplia tensão bilateral

A crise diplomática ganhou corpo em 13 de março, quando o governo barrou a entrada de Darren Beattie, assessor de Trump para temas relacionados ao Brasil. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, chegou a autorizar a visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro, mas recuou após alerta do Itamaraty sobre possível ingerência externa. Posteriormente, Lula revogou o visto do assessor e condicionou nova autorização ao restabelecimento do visto norte-americano do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de seus familiares.

Efeito eleitoral é visto como limitado

Levantamento Quaest, feito entre 8 e 11 de março com 2.004 entrevistados (registro BR-02551/2026 no TSE), indica que 28% dos eleitores ficariam mais propensos a votar em Flávio caso ele receba apoio explícito de Trump, enquanto 32% migrariam para Lula. O estudo sugere impacto restrito à base já alinhada à direita.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, aposta que um eventual apoio do ex-mandatário americano fortalecerá Flávio, ainda que reconheça incertezas após a suspensão de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes. Coordenador da pré-campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) minimiza a possibilidade de intervenção, afirmando que a aproximação com Trump ocorrerá apenas em “convergência de interesses”.

Com o recrudescimento dos discursos, governo e oposição transformam a relação Brasil-Estados Unidos em tema central da pré-campanha, enquanto diplomatas americanos observam as movimentações com cautela, temendo que novos atritos influenciem o cenário eleitoral de 2026.

Com informações de Gazeta do Povo

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