Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram neste domingo (27/10/2025), na Malásia, para tratar de temas econômicos e políticos considerados sensíveis pelos dois governos. No campo comercial, Trump sinalizou a possibilidade de suspender tarifas impostas a produtos brasileiros, iniciativa avaliada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) como “avanço concreto”. Uma nova rodada de conversas sobre o assunto deve ocorrer ainda hoje.
Pressão sobre sobretaxas
Embora o diálogo tenha sido descrito como cordial, não houve garantia de que as sobretaxas serão definitivamente revogadas. A equipe econômica brasileira espera que o entendimento avance nas próximas horas.
Pauta política
De acordo com o secretário-executivo Márcio Rosa, Trump demonstrou “incômodo” com as penas aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na mesma conversa apareceram a Lei Magnitsky, as crises na Venezuela e as relações com a China. Lula ofereceu-se para mediar um eventual diálogo entre Washington e Caracas.
Segundo um ministro que participou do encontro, Trump manifestou interesse em visitar o Brasil. O gesto foi comemorado por aliados do governo, como os senadores Davi Alcolumbre e Eduardo Motta, que classificaram a reunião como “marco importante”. A oposição, por sua vez, criticou tanto o Palácio do Planalto quanto a cobertura da imprensa.
Declarações no cenário doméstico
Em discurso separado, Lula afirmou que empresários brasileiros “reclamam demais” e deveriam buscar novas oportunidades no exterior. A fala gerou reações de setores produtivos.
Imagem: Mtag EFE
Também fora da Malásia, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou a esquerda de praticar oportunismo político dentro das igrejas e atacou o que chamou de “socialismo de luxo”.
Não há previsão oficial para a divulgação de um documento conjunto após o segundo encontro entre Lula e Trump.
Com informações de Gazeta do Povo

