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Eduardo Leite condiciona apoio do PSD a Tarcísio de Freitas a ruptura com o bolsonarismo

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Brasília — 21.out.2025 — O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), declarou que o apoio do Partido Social Democrático a uma eventual candidatura presidencial de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) em 2026 dependerá de um distanciamento do chamado “bolsonarismo”.

“Se o governador Tarcísio deseja ser candidato e ter o nosso apoio, não seremos nós a adotar um discurso bolsonarista; ele é quem precisa se posicionar mais ao centro e afastado desse campo”, afirmou Leite ao jornal O Globo na segunda-feira (20), antes de encontro com empresários em São Paulo.

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Contraste interno no PSD

A declaração diverge da posição pública do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que já indicou preferência por apoiar Tarcísio em 2026. O governador paulista, contudo, reitera a intenção de buscar a reeleição no estado.

Relação de Tarcísio com pautas bolsonaristas

Apesar de não assumir pré-candidatura ao Planalto, Tarcísio tem defendido propostas ligadas a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em 7 de setembro, chegou a chamar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “tirano”, após a Corte fixar pena de 27 anos de prisão a Bolsonaro.

Perfil de gestor

Mesmo com as críticas, Leite elogiou a postura administrativa do colega paulista. “Em todos os contextos em que estive com ele, mostrou-se um gestor centrado e preocupado em melhorar a performance do governo”, afirmou, atribuindo possíveis manifestações radicais a lealdade pessoal de Tarcísio a Bolsonaro.

Disputa interna com Ratinho Júnior

Leite também minimizou especulações de que Kassab favoreceria o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD-PR), para a corrida presidencial. Segundo o gaúcho, o partido “ainda não tem um nome definido” e a escolha dependerá do cenário até 2026.

Distância de Lula e Bolsonaro

O governador destacou que oferece “um discurso mais independente”, lembrando que não apoiou nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Jair Bolsonaro nas eleições anteriores, o que, segundo ele, quase lhe custou a reeleição em meio à polarização.

Avaliação do governo federal

Sobre a recente melhora nos índices de popularidade de Lula, Leite afirmou que o crescimento é “tênue” e relacionou o avanço à repercussão negativa de declarações de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Para o gaúcho, ainda há “muita disposição” do deputado em disputar a Presidência, e também seria “saudável” uma renovação de lideranças à esquerda.

As declarações foram dadas em São Paulo, durante evento empresarial, e marcam a primeira manifestação pública de Leite sobre a sucessão de 2026 após sua filiação ao PSD.

Com informações de Gazeta do Povo

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