O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (6) a divulgação do laudo médico elaborado pela Polícia Federal sobre o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.
De acordo com o documento, Bolsonaro apresenta sete comorbidades, entre elas hipertensão arterial, obesidade e apneia obstrutiva do sono grave. Apesar de não haver necessidade de transferência imediata para um hospital, os peritos recomendam cuidados especializados para evitar complicações, especialmente um possível infarto.
Exame realizado em janeiro
O laudo foi produzido em 20 de janeiro por três peritos da Polícia Federal, a pedido de Moraes. O grupo realizou exame físico e analisou resultados laboratoriais e de imagem fornecidos pela defesa do ex-presidente.
Recomendações médicas
Além de avaliar o quadro clínico, os peritos inspecionaram a cela e os ambientes de uso coletivo na Papudinha. Foram feitas quatro recomendações principais:
- Investigação e tratamento de sintomas neurológicos, com instalação provisória de barras de apoio e campainhas de emergência;
- Avaliação nutricional e dieta adequada às patologias registradas;
- Prática regular de atividade física dentro dos limites clínicos;
- Sessões contínuas de fisioterapia voltadas à força muscular e ao equilíbrio postural.
Os especialistas também sugerem melhorias na infraestrutura, como a instalação de barras de segurança e sistemas de emergência no alojamento, além de acompanhamento constante nas áreas comuns.
Próximos passos
O laudo será analisado nos próximos dias pela defesa e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Caberá a Alexandre de Moraes decidir se acolhe o pedido da defesa para que Bolsonaro cumpra pena em prisão domiciliar por motivos humanitários. Não há prazo definido para a decisão.
Bolsonaro está preso desde janeiro, acusado de liderar tentativa de golpe de Estado, cumprindo pena de 27 anos e três meses.
Com informações de Sou de Palmas

