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Lanterneiro preso no DF viajou a Santa Catarina com carro de cliente sem autorização

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Um lanterneiro que se apresentava como “martelinho de ouro” foi detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na última quinta-feira (26/2) acusado de utilizar veículos de clientes para uso pessoal. Um dos automóveis percorreu aproximadamente 3 mil quilômetros, do Plano Piloto (DF) até Santa Catarina, sem o conhecimento do proprietário, que só descobriu o trajeto ao receber uma multa emitida no Sul do país.

Como o golpe começou

A vítima, identificada nesta reportagem como José*, havia colidido com outro carro na Esplanada dos Ministérios. Temendo o valor da franquia do seguro, ele procurou o lanterneiro, que já havia prestado serviço anteriormente, e acertou o reparo por R$ 3 mil, pagos antecipadamente. O veículo foi deixado na oficina em 10 de dezembro, enquanto o dono saía de férias por uma semana.

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Na data combinada para devolução, o profissional alegou atraso na entrega de peças. O impasse se estendeu e o automóvel só foi devolvido em 23 de janeiro, um mês e meio depois da batida.

Sinais de uso indevido

Poucos dias após recuperar o carro, José recebeu notificação de infração de trânsito aplicada em Santa Catarina. Ele também encontrou dispositivos bluetooth desconhecidos conectados ao sistema multimídia e conchas de praia no interior do veículo. O painel registrava 21 mil quilômetros, contra 18 mil antes da oficina. Questionado, o lanterneiro sugeriu “corrigir” o odômetro com um ímã, proposta recusada pela vítima.

O segundo automóvel envolvido no acidente, também entregue ao suspeito, foi devolvido depenado. José registrou ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte) e procurou o Procon.

Investigação aponta dezenas de vítimas

De acordo com a delegada Laryssa Soraes, o investigado trabalhava em um box na comercial 405 da Asa Norte e exigia pagamento à vista. Enquanto mantinha os carros na oficina, liberava-os para funcionários e terceiros circularem pelo DF e até para viagens interestaduais.

A PCDF apura denúncias desde 2016. Somente neste ano, 15 boletins de ocorrência foram registrados e 40 vítimas já foram identificadas. A polícia solicita que pessoas que tenham passado pela mesma situação procurem a 2ª DP para registrar queixa.

*Nome fictício utilizado para preservar a identidade do entrevistado.

[Final natural da notícia – último parágrafo com as informações]

Com informações de Metrópoles

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