O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, anunciou nesta terça-feira (20/01) os 25 integrantes de seu futuro gabinete, que tomará posse em 11 de março. Entre os indicados estão dois advogados que integraram a defesa do ex-ditador Augusto Pinochet.
Para o Ministério da Justiça e Direitos Humanos, Kast designou Fernando Rabat, integrante da equipe que atuou em diversos processos envolvendo Pinochet, inclusive no Caso Riggs, investigação sobre contas secretas do militar nos Estados Unidos. Já o comando do Ministério da Defesa será assumido por Fernando Barros, sócio fundador de um dos maiores escritórios de advocacia do país e defensor de Pinochet durante sua prisão em Londres, em 1998.
Gabinete majoritariamente técnico
Apesar de prometer um governo de unidade, Kast — primeiro político de ultradireita a chegar ao Palácio de La Moneda desde o retorno da democracia — formou um gabinete descrito como “em grande parte apolítico”. São 13 homens e 11 mulheres, a maioria sem filiação partidária e proveniente dos meios empresarial ou acadêmico.
Segundo o presidente eleito, os oito partidos que o apoiaram na eleição tiveram pouca participação na escolha dos nomes. Poucos ministérios ficaram nas mãos de integrantes do próprio Partido Republicano ou de legendas tradicionais da direita que endossaram sua candidatura no segundo turno, vencido com 58% dos votos.
Empresários em pastas estratégicas
O futuro chanceler será Francisco Pérez Mackenna, ex-presidente do conglomerado Quiñenco, um dos maiores grupos econômicos do Chile. Para o Ministério das Finanças, Kast selecionou Jorge Quiroz, economista bem-visto pelo setor privado e defensor da desregulamentação para estimular investimentos.
Completam a lista dois nomes que já integraram governos anteriores: Jaime Campos, indicado para Agricultura, e Ximena Rincón, escolhida para Energia, ambos ex-ministros da presidente socialista Michelle Bachelet na década de 2010.
O novo gabinete tomará posse junto com o presidente eleito em 11 de março, marcando a volta da extrema direita ao comando do país após mais de três décadas.
Com informações de Metrópoles

