São Paulo – O presidente nacional do PSD e secretário de Governo de São Paulo, Gilberto Kassab, foi às redes sociais nesta segunda-feira (data não informada) para afirmar que não há crise entre ele e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O posicionamento ocorre após trocas de indiretas que vinham alimentando rumores de rompimento político.
“Existem pessoas que têm dificuldades em aceitar parcerias sólidas, transparentes e corretas”, escreveu Kassab. “De maneira oficial, tenho transmitido desde 2022 que o PSD abraçou o projeto do governador Tarcísio de Freitas. Esta posição incomoda a muitos.”
Declarações cruzadas
No mesmo post, Kassab divulgou trecho de entrevista em que Tarcísio nega qualquer pressão do dirigente do PSD para ser vice na chapa de reeleição em 2026. “Não há pressão por parte do Gilberto Kassab”, disse o governador à rádio TMC, além de elogiar o “espírito público” do aliado.
Apesar das declarações públicas de harmonia, interlocutores do Palácio dos Bandeirantes relatam incômodo de Tarcísio com a suposta movimentação de Kassab para ocupar a vice, hoje nas mãos de Felício Ramuth (PSD). Para permanecer no cargo, Ramuth admitiu a aliados a possibilidade de trocar de legenda, o que intensificou especulações sobre um racha na coalizão.
Pontos de tensão
Outro episódio que elevou a temperatura foi a fala de Kassab de que “não se pode confundir lealdade com submissão”, interpretada como recado à relação do governador com a família Bolsonaro. Tarcísio rebateu afirmando que “quem fala de submissão não entende nada de lealdade”.
Parlamentares de partidos aliados também criticam o dirigente do PSD por filiar quadros de outras siglas, principalmente do PSDB, utilizando a visibilidade do posto no governo estadual.
Saída do governo em debate
Mesmo após o afago público, assessores de Tarcísio avaliam que Kassab deve deixar a secretaria nas próximas semanas para se dedicar à montagem das chapas do PSD em São Paulo e em outros estados para as eleições municipais de 2024 e a disputa nacional de 2026.
O PSD integra a base paulista, mas não pretende apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial. A legenda trabalha com três governadores como pré-candidatos ao Planalto: Ratinho Jr. (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás).
“Vão se desiludir os que apostam num afastamento entre mim, o PSD e Tarcísio de Freitas. Vamos continuar juntos num projeto de São Paulo e Brasil”, concluiu Kassab.
Com informações de Metrópoles

