A Justiça de Goiás decretou a perda do cargo público dos policiais militares Aguimar Prado de Morais e Luís César Mascarenhas Rodrigues, sentenciados em agosto de 2025 pela morte de quatro homens em Cavalcante (GO), região da Chapada dos Veadeiros, em janeiro de 2022.
Recurso do Ministério Público
O Ministério Público de Goiás (MPGO) recorreu porque a decisão do Tribunal do Júri, proferida em 2025, não havia mencionado a destituição dos cargos. Ao julgar os embargos, a juíza Isabela Rebouças Maia reconheceu a omissão e aplicou o efeito secundário da condenação, destacando que as ações dos réus contrariaram o exercício da função pública.
Penas já definidas
Na sentença original, o sargento Aguimar Prado de Morais recebeu 13 anos e 9 meses de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado de Antônio Fernandes da Cunha, de 35 anos. O soldado Luís César Mascarenhas Rodrigues foi condenado a 6 anos de reclusão em regime semiaberto pelo homicídio simples de Salviano Souza Conceição, de 63 anos.
Como foi a ação
Segundo a denúncia do MPGO, os quatro homens foram executados com 58 tiros em 20 de janeiro de 2022, durante suposta abordagem policial a uma chácara isolada onde os militares alegaram ter encontrado uma grande plantação de maconha. Parte da droga teria sido queimada antes da chegada da Polícia Civil.
As vítimas
Os mortos foram identificados como:
– Salviano Souza Conceição, 63 anos, morador da chácara e guia turístico;
– Ozanir Batista da Silva, 47 anos, trabalhador rural;
– Antônio Fernandes da Cunha, 35 anos, conhecido como Chico Kalunga, integrante da comunidade quilombola Kalunga;
– Alan Pereira Soares, 27 anos, trabalhador informal.
Absolvidos
Outros cinco policiais — Mivaldo José Toledo, Jean Roberto Carneiro dos Santos, Ítallo Vinícius Rodrigues de Almeida, Welborney Kristiano Lopes dos Santos e Eustáquio Henrique do Nascimento — foram absolvidos pelo júri popular das mortes de Ozanir e Alan.
Os dois condenados e os absolvidos respondiam ao processo em liberdade.
Com informações de Metrópoles

