Longe de ser apenas material para reciclagem, folhas de jornal usadas podem colaborar para manter o lixo doméstico mais seco e com menos cheiro, segundo relatórios técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
A explicação está na estrutura fibrosa do papel jornal, classificado como material celulósico de alta capacidade de absorção. Ao forrar o fundo da lixeira, o jornal age como uma esponja natural, retendo o líquido liberado por restos de comida e dificultando a proliferação de bactérias responsáveis pelo mau odor.
Controle da umidade é fundamental
Estudos sobre gestão de resíduos sólidos urbanos citados pela CETESB indicam que a umidade favorece reações químicas e biológicas que intensificam o cheiro desagradável. Reduzir a água presente nos resíduos, portanto, é considerado um dos passos mais eficazes para minimizar o problema em ambientes domésticos.
Como aplicar o método
O hábito de acomodar camadas de jornal no recipiente de lixo é antigo, mas segue efetivo, sobretudo em cozinhas pequenas ou em dias quentes, quando a decomposição é acelerada. Especialistas sugerem algumas adaptações simples para otimizar o resultado:
- Dobrar o papel em camadas espessas para ampliar a capacidade de absorção;
- Substituir o jornal a cada dois dias para evitar saturação;
- Utilizar o recurso também em lixeiras de banheiro, onde a umidade é constante;
- Combinar jornais com sacos ventilados, favorecendo a evaporação;
- Evitar folhas muito brilhantes, que absorvem menos líquido.
Além de reduzir odores, o reaproveitamento de jornais diminui a necessidade de sacos plásticos extras ou produtos químicos de limpeza, oferecendo uma solução de baixo custo para a higiene diária.
Com informações de Olhar Digital

