O jejum intermitente vem sendo adotado para emagrecimento, controle da insulina e redução de inflamações, mas a prática requer acompanhamento profissional e não é indicada a todos os públicos. A nutróloga Sabrina Guerreiro reforça que a estratégia só deve ser seguida por adultos saudáveis com alimentação equilibrada, que buscam perder peso ou melhorar marcadores metabólicos — como glicose, colesterol e pressão arterial — ou que apresentem síndrome metabólica.
Segundo estudo da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), a restrição prolongada de alimentos pode agravar comportamentos alimentares desordenados, como compulsão e desejos intensos, principalmente entre jovens. Além disso, podem surgir alterações hormonais e problemas gastrointestinais.
Sabrina Guerreiro adverte que diabéticos, gestantes, idosos e pessoas com histórico de transtornos alimentares correm maior risco ao adotar o jejum intermitente. Mesmo indivíduos sem problemas de saúde prévios podem apresentar tontura, fraqueza e deficiências nutricionais quando a prática é conduzida de forma inadequada.
Como iniciar de forma segura
A médica recomenda começar gradualmente, mantendo hidratação com água, café ou chás sem açúcar durante o período sem ingestão de alimentos. Na retomada da alimentação, a prioridade deve ser para proteínas, fibras, gorduras saudáveis e vegetais, evitando ultraprocessados, açúcares e excesso de carboidratos simples.
Para quem opta pela janela alimentar de seis a oito horas diárias, a orientação é concentrar as refeições durante o dia, iniciando pelo café da manhã, a fim de respeitar o ritmo circadiano. O intervalo de jejum também deve ser ampliado aos poucos, permitindo que o organismo se adapte aos níveis de insulina e aos sinais de saciedade.
Com informações de Metrópoles

