A abertura da janela partidária, entre 7 de março e 3 de abril, permitirá a troca de partido apenas a deputados estaduais e federais e já movimenta o quadro político do Tocantins de olho nas eleições de 2026.
Fundo Eleitoral orienta decisões
Com a concentração de recursos no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), parlamentares buscam siglas capazes de oferecer maior estrutura, tempo de propaganda e capacidade de alianças. A federação União Progressista (PP + União Brasil) detém R$ 953,6 milhões, o equivalente a quase 20% do total previsto para 2024. Em seguida aparecem PL (R$ 886,7 milhões), Republicanos (R$ 333,8 milhões) e PSD, que no Estado é comandado pelo vice-governador Laurez Moreira.
Vicentinho Júnior mira o PSDB
O deputado federal Vicentinho Júnior (PP) articula a saída da federação para disputar o Governo do Tocantins com maior autonomia. O destino cogitado é o PSDB, décimo colocado no ranking nacional do fundo partidário.
Reconfiguração em Gurupi
No sul do Estado, lideranças ajustam seus planos:
- Eduardo Fortes deve sair do PSD e ingressar no Republicanos, após convite do governador Wanderlei Barbosa.
- Gutierres Torquato (PDT) admite migração para o PSD, sob a liderança estadual de Laurez Moreira.
- Gleydson Nato, suplente pelo PL, analisa convites e aguarda reunião com o presidente estadual da legenda, senador Eduardo Gomes, para decidir o caminho.
Já os vereadores Colemar da Saborelle (Podemos) e Ivanilson Marinho (PL) não podem mudar de partido, pois o benefício da janela não alcança cargos municipais neste ciclo.
Contexto eleitoral
O Tocantins ocupa a 23ª posição entre os menores colégios eleitorais do país. Em contraste, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentram 47,98% do eleitorado brasileiro, o que influencia diretamente a distribuição e o impacto do FEFC.
Até 3 de abril, as movimentações partidárias devem definir quais deputados chegarão mais estruturados à disputa de 2026 e consolidar o novo mapa político do Estado.
Com informações de Atitude Tocantins

