A abertura da janela partidária, iniciada na quinta-feira (4), permite que deputados federais troquem de legenda sem risco de perda de mandato até 3 de abril. O período, previsto na Lei dos Partidos Políticos, provoca rearranjos entre as bancadas pouco antes das eleições nacionais de 4 de outubro.
Impacto na rotina do plenário
Para acomodar as negociações, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), definiu um cronograma alternando sessões remotas e presenciais. As reuniões dos dias 9, 23 e 30 de março ocorrerão virtualmente; já entre 16 e 20 de março, os deputados deverão estar em Brasília.
Primeiros movimentos
Embora as tratativas ainda estejam na fase inicial, alguns parlamentares já anunciaram mudanças:
- Vinícius Carvalho (SP) deixa o Republicanos e migra para o PL. Segundo o deputado, a direção nacional do antigo partido comunicou, em maio de 2025, que não lhe concederia legenda para 2026. “Enquanto a janela se fecha, portas oportunas se abrem”, declarou.
- Lucas Redecker (PSDB-RS) estuda trocar o PSDB pelo PSD. Nesta semana, publicou foto ao lado de Gilberto Kassab, presidente da nova sigla em negociação.
- Túlio Gadelha (Rede-PE) deve sair da Rede Sustentabilidade e filiar-se ao PDT.
A busca por legendas com maior fundo eleitoral ou por estruturas que favoreçam campanhas proporcionais domina o cenário. Deputados sem palanque em suas legendas de origem veem na janela a oportunidade de viabilizar candidaturas e garantir recursos para a disputa.
O prazo de um mês para filiações é a única exceção legal à regra de fidelidade partidária vigente no país.
Com informações de G1

