São Paulo – A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Técnico-Científica mobilizaram mais de mil agentes e centenas de viaturas para elucidar o desaparecimento do cabo Fabrício Gomes Souza, 40 anos, visto pela última vez na noite de quarta-feira (7/1) em uma adega na zona sul da capital paulista.
Último contato
Testemunhas relataram que o policial bebia com Mirys Sthefanny Bezerra Siqueira, Isaque Duarte da Silva e Riclecio Cerqueira de Moraes quando discutiu com um homem apontado como traficante. A Polícia Militar tenta obter as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento.
Veículo incendiado
Na tarde de quinta-feira (8/1), um Ford Ka pertencente ao militar foi encontrado totalmente queimado em uma área de mata no bairro Jardim Mombaça, em Itapecerica da Serra, na região metropolitana. Câmeras mostraram o carro circulando perto dali às 16h30, seguido por um Corsa cinza cuja placa levou ao suspeito Gleison Humberto Santos Dias, 40 anos, conhecido como “Gato Preto”. No porta-malas do veículo havia três galões com odor de gasolina.
Corpo localizado
De madrugada, no domingo (11/1), policiais encontraram um corpo enterrado em um sítio de Embu-Guaçu, a cerca de 15 quilômetros de Itapecerica. A vítima vestia uniforme de educação física da PM, indício de que pode ser o cabo desaparecido. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal, que fará exames para confirmar a identidade e a causa da morte.
Prisões e versões conflitantes
Quatro pessoas estão detidas:
- três suspeitos apontados como os últimos a ver Fabrício com vida, presos na sexta-feira (9/1);
- o proprietário do sítio onde o cadáver foi achado, capturado no domingo.
O caseiro do imóvel chegou a ser levado, mas foi liberado por falta de indícios.
Em depoimento, Isaque afirmou que ele e Fabrício foram levados a uma “biqueira” por Gato Preto, onde cerca de seis homens desarmaram o policial. Segundo Isaque, permaneceu detido por duas horas e ouviu que o cabo seria executado.
Riclecio negou qualquer briga e disse ter deixado o grupo por volta das 3h da manhã, depois de consumir drogas com Isaque e Mirys. Já Gleison negou participação no crime e declarou que apenas seguiu o Ford Ka para ajudar um conhecido chamado Fábio a vender o carro.
Linhas de investigação
A principal hipótese é de que o militar tenha sido alvo de um tribunal do crime. A Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra apura o envolvimento de cada detido e realiza perícias no Ford Ka, no Corsa e no local onde o corpo foi enterrado. A PM também tenta recuperar as imagens da adega que registrariam o início do desentendimento.
Fabrício Gomes Souza era lotado no Comando de Policiamento de Área Metropolitano 10 (CPA-M10) e planejava se casar no civil na sexta-feira posterior ao desaparecimento.
Com informações de Metrópoles

