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Investigação indica invasão a sistema da Justiça quatro meses antes da primeira prisão de Daniel Vorcaro

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A Polícia Federal (PF) identificou que Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teve acesso antecipado a informações sigilosas sobre as investigações que o miravam. Segundo relatório obtido pela PF, o empresário foi avisado a partir de julho de 2025, quatro meses antes de ser detido pela primeira vez, em novembro, na operação Compliance Zero.

Alvo de suspeitas de fraude bancária

De acordo com dados confirmados por fontes próximas ao inquérito, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como aliado de Vorcaro, invadiu sistemas da Justiça Federal de primeira instância. Capturas de tela, fotografias e arquivos em PDF foram encontrados no celular do banqueiro e indicam que o material foi repassado diretamente a ele.

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Há indícios de que os acessos ocorreram antes de julho, mas teriam aumentado à medida que a investigação avançava. A PF afirma que “Sicário” obteve senhas de integrantes da Procuradoria-Geral da República (PGR) e burlou mecanismos de segurança para consultar processos sigilosos.

Acesso também a dados do Banco Central

Além dos dossiês judiciais, Vorcaro teria recebido documentos confidenciais do Banco Central (BC) sobre fiscalizações no Banco Master. A PF sustenta que essas consultas reforçam a existência de um esquema estruturado para obter dados reservados de órgãos públicos — grupo que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), classificou como “milícia privada” denominada “A Turma”.

Essas evidências foram decisivas para que Mendonça decretasse, na semana passada, prisões preventivas na terceira fase da Compliance Zero. Foram detidos Vorcaro, o ex-policial federal citado no inquérito e “Sicário”, que posteriormente cometeu suicídio na prisão.

Críticas à PGR e preocupação com destruição de provas

Na decisão que autorizou buscas e prisões, Mendonça discordou do pedido da PGR por mais prazo para analisar o caso, alegando urgência diante do risco de destruição de provas. O ministro destacou que os investigados demonstraram capacidade de acessar documentos de órgãos nacionais e até internacionais, como a Interpol.

Defesa questiona divulgação de materiais

A defesa de Daniel Vorcaro declarou, em nota, que não comentará conteúdos oriundos de “vazamentos ilegais” e lembrou que o STF já investiga a divulgação de informações sigilosas.

A primeira detenção de Vorcaro ocorreu em 10 de novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Na ocasião, a PF suspeitou que o empresário pretendia deixar o país para fugir da operação, embora ele alegasse viagem destinada à negociação de venda de participação do Banco Master a investidores árabes. No mesmo dia, o BC decretou a liquidação do conglomerado financeiro.

As suspeitas de invasão aos sistemas também lançam dúvidas sobre o tempo de análise dos pedidos de prisão pela PGR, que, segundo a PF, já havia sido alertada sobre as violações.

Com informações de Gazeta do Povo

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