Um levantamento da consultoria Gartner projeta que, até 2026, a inteligência artificial (IA) será responsável por gerenciar desde o consumo de energia em residências até o agendamento de compromissos no ambiente de trabalho. Segundo o estudo, assistentes digitais hiper-realistas, sensores conectados e algoritmos preditivos formarão a espinha dorsal dessa nova rotina automatizada.
Casa autônoma
De acordo com a análise, sistemas embarcados controlarão o gasto energético, farão reposição de suprimentos e atuarão como tutores ou chefs personalizados. As recomendações de alimentação e receitas serão ajustadas em tempo real com base nos dados biométricos dos moradores.
A interação por voz e gestos ganhará fluidez suficiente para dispensar telas e interfaces complexas, reduzindo o tempo dedicado a tarefas burocráticas. Três exemplos citados no relatório resumem o cotidiano previsto:
• Planejamento antecipado: algoritmos verificam conflitos de agenda e reorganizam compromissos antes que o usuário perceba.
• Gestão alimentar: sensores checam validade de itens na despensa e realizam compras automáticas conforme a dieta de cada pessoa.
• Otimização do sono: temperatura e iluminação do quarto se ajustam às fases do sono detectadas pela IA.
Transformação no trabalho
Nas empresas, a colaboração entre humanos e agentes autônomos deverá acelerar a produtividade e automatizar processos repetitivos. A demanda por profissionais capazes de elaborar comandos precisos e supervisionar a ética dos algoritmos tende a crescer.
Plataformas educacionais com IA criarão currículos sob medida em segundos, suprindo lacunas de conhecimento dos colaboradores. Com isso, escritórios passarão a operar como ecossistemas de inovação contínua, amparados por análise de dados em tempo real.
Tecnologias móveis e saúde preventiva
Modelos de linguagem multimodais estarão embarcados em smartphones e óculos de realidade aumentada, oferecendo tradução instantânea e reconhecimento de objetos. Na área médica, aplicativos conectados a relógios inteligentes identificarão anomalias em sinais vitais e auxiliarão na prevenção de doenças.
Mobilidade urbana e segurança digital
Redes neurais devem coordenar semáforos e rotas de transporte público para otimizar o fluxo nas cidades. Paralelamente, cresce a necessidade de criptografia neural e identidades verificadas por blockchain, enquanto gigantes da tecnologia avançam em soluções que processam dados localmente, evitando o envio de informações sensíveis à nuvem.
Categorias de IA citadas pela Gartner para 2026
IA generativa multimodal: criação de vídeos e textos com foco em comunicação imediata.
IA analítica de saúde: diagnóstico preditivo e prevenção de enfermidades.
Agentes autônomos: negociação e compras automatizadas, garantindo economia de tempo e recursos.
O relatório conclui que a IA deverá oferecer experiências cada vez mais personalizadas e eficientes, exigindo, porém, atenção constante a questões de privacidade e ética algorítmica.
Com informações de Olhar Digital

