Um desentendimento entre lideranças comunitárias de Palmas levou à polícia a disputa pelo comando do recém-criado Instituto Mãos Amigas. A polêmica veio a público nesta segunda-feira (5), quando parte dos fundadores soube que a entidade já estava registrada em cartório sem o aval de todos.
O grupo vinha se articulando há alguns meses para formalizar um instituto voltado a ações sociais. O plano original previa oficializar a organização no início deste ano, com o líder comunitário Walter Nordestino indicado à presidência.
Antes da conclusão do processo, alguns integrantes deixaram o projeto, alegando discordância sobre a escolha da diretoria. A surpresa ocorreu quando Walter afirmou ter descoberto que o instituto foi registrado sem seu conhecimento, tendo como presidente a líder do setor Taquari, Sônia Mundim.
Em vídeo encaminhado à imprensa, Walter acusa Sônia e o também líder comunitário Antoniel — ambos ex-integrantes do grupo inicial — de articular o registro. Diante da situação, ele compareceu a uma delegacia e registrou boletim de ocorrência, afirmando estar “chocado” com o desfecho.
Procurado, Antoniel declarou inicialmente desconhecer as acusações e disse estar em contato com seu advogado. Informado sobre o vídeo, confirmou apenas: “Sim, eu registrei a ata. Só isso”.
Imagem: Reprodução.
O Conselho Municipal das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Palmas (Comam) publicou nota de solidariedade a Walter Nordestino e repudiou o que chamou de “traição política e articulações sorrateiras” dentro do movimento comunitário. O documento é assinado pela presidenta da entidade, Cida Rozeno.
O caso segue sob acompanhamento, e os envolvidos podem se manifestar a qualquer momento.
Com informações de Sou de Palmas

