Moradoras da Comunidade Quilombola Malhadinha, em Brejinho de Nazaré (TO), participaram no sábado, 28, da primeira oficina do projeto “Conexão Quilombola: mulheres que conectam saberes”. A iniciativa, criada e conduzida pela jornalista tocantinense Maju Cotrim, levou tablets, celulares e noções básicas de segurança on-line a 21 participantes, entre elas Dona Antônia, de 90 anos.
Primeiro contato com o tablet
Dona Antônia recebeu o dispositivo pela primeira vez sentada no pátio do centro comunitário da localidade. Ao final das atividades, foi homenageada com um certificado que reconhece sua trajetória e simboliza a proposta de inclusão intergeracional defendida pelo projeto.
Afirmar identidade e fortalecer a economia local
Além de aprender funções simples dos aparelhos, as mulheres trocaram experiências sobre autoestima e pertencimento. “Orgulho de ser quilombola, orgulho de todas essas mulheres”, declarou uma participante durante a roda de conversa, arrancando aplausos.
Marlene Araújo Dias, que coordena a produção de polpas de fruta na comunidade, destacou a ligação entre tecnologia e empreendedorismo. “Somos grandes empreendedoras da polpa de fruta aqui no quilombo”, afirmou. Já Helenir Ribeiro de Souza, formada em Química e Pedagogia, contou que retornou ao território para aplicar seu conhecimento técnico na fábrica local.
Conteúdo prático
Na parte prática, as participantes gravaram vídeos, esclareceram dúvidas sobre aplicativos e receberam orientações para evitar golpes virtuais. A proposta é transformar o telefone em ferramenta de comunicação, renda e defesa de direitos.
Próximos passos
O Conexão Quilombola prevê novos módulos que abrangem alfabetização digital, produção de fotos e vídeos, acesso a serviços públicos como o Gov.br e combate a desinformação. A equipe planeja replicar as oficinas em outros quilombos do Tocantins nos próximos meses.
Com informações de Atitude Tocantins

