O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), mantém indefinida a escolha do candidato que apoiará ao Palácio Iguaçu em 2026, provocando tensão entre aliados e ameaça de esvaziamento de sua base política.
Três nomes na disputa
A vaga é cobiçada por três integrantes do PSD: o secretário de Cidades, Guto Silva; o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi.
Anúncio adiado várias vezes
Ratinho Júnior indicou, em diferentes momentos, que faria o anúncio logo após o Carnaval, depois até o fim de março e, em fevereiro, disse ao Metrópoles que bateria o martelo em abril. A indefinição já dura dois anos.
Preferência por Guto Silva
Aliados próximos afirmam que o governador prefere Guto Silva, mas o secretário não decola nas pesquisas e enfrenta resistência de diversos grupos políticos locais.
Ameaça de ruptura
Curi e Greca avisaram ao governador que podem deixar o PSD se Guto for confirmado. Ambos avaliam mudar de partido durante a janela de migração, entre março e abril: Curi conversa com o Republicanos e Greca negocia com o PP.
No início da semana, em 2/3, Curi se reuniu com Ratinho Júnior e sinalizou que não esperará até abril para ter uma definição. Deputados estaduais e prefeitos simpáticos aos dois pré-candidatos também cogitam sair do PSD, o que poderia enfraquecer o grupo governista.
Efeito Sergio Moro
Lideranças da base temem que a debandada fortaleça a pré-candidatura de Sergio Moro (União Brasil) ao governo estadual, cenário que se agravaria se Guto Silva enfrentar questionamentos sobre sua viabilidade eleitoral.
Pressão interna
Deputados e prefeitos aliados defendem que Ratinho escolha quem tenha mais chances de crescimento. O presidente estadual do PSD, Sandro Alex, porém, sustenta que a decisão caberá exclusivamente ao governador.
Enquanto o impasse persiste, correligionários avaliam que o governador “está encurralado” e vê “o grupo se dividir” diante da demora em anunciar o sucessor.
Com informações de Metrópoles

