O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) suspendeu temporariamente o gozo de férias e abonos dos servidores que atuam na pediatria do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). O memorando com a orientação foi assinado em 22 de janeiro pelo diretor de Atenção à Saúde do instituto, Edson Gonçalves Ferreira Júnior.
Segundo o documento, a medida visa garantir equipe completa no período de maior circulação de vírus respiratórios, compreendido entre março e agosto, quando cresce a procura por atendimentos de urgência, emergência e internação pediátrica. As férias já programadas deverão ser reagendadas em conjunto com as chefias e setores de gestão de pessoas, respeitando a legislação vigente.
A suspensão é descrita como excepcional e limitada aos meses considerados críticos. No primeiro semestre de 2025, o Hospital Regional de Santa Maria realizou 12.888 procedimentos de emergência pediátrica, volume que, segundo o instituto, evidencia a alta demanda nessa época do ano.
Relatos de falta de materiais
Comunicados internos apontam escassez de insumos básicos, como luvas tamanho P, aventais de proteção, eletrodos, coletores de descarte e seringas específicas para gasometria e insulina rápida. Servidores relatam ainda falhas em monitores de transporte por ausência de cabos de oximetria.
Na UPA 1 de Ceilândia, profissionais afirmam que o aparelho de radiografia está quebrado há cerca de dois meses, impedindo a realização de exames essenciais para diagnóstico de pneumonia e verificação de posicionamento de tubos e sondas.
Posicionamento do instituto
Em nota, o Iges-DF informou que a suspensão de férias faz parte de um planejamento estratégico para evitar redução de efetivo durante o pico de doenças respiratórias. O instituto garante que os direitos dos colaboradores estão preservados e que o calendário poderá ser ajustado conforme a evolução do cenário.
Sobre os insumos, o órgão negou desabastecimento. De acordo com o Iges-DF, luvas foram obtidas por empréstimo após previsão de atraso na entrega, e os aventais foram fornecidos pontualmente. O instituto também afirmou não haver falta de eletrodos, coletores, seringas ou cabos de oximetria, e ressaltou possuir contrato de manutenção para os equipamentos de radiologia, atribuindo a interrupção do serviço a um problema pontual já solucionado.
Com informações de Metrópoles

