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Hugo Motta sustenta arcabouço fiscal de Haddad em meio a tensão entre Congresso e Planalto

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Brasília — 11 de dezembro de 2025, 11h30. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), saiu em defesa do arcabouço fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante evento realizado na Casa para marcar dois anos da nova regra.

Motta afirmou que o mecanismo que substituiu o antigo teto de gastos garante “mais flexibilidade” à execução orçamentária e evita que despesas essenciais fiquem travadas. “Era imprescindível criar parâmetros que mantivessem a responsabilidade fiscal sem impedir investimentos e políticas fundamentais”, declarou.

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Cenário de confronto político

A manifestação ocorre em momento de forte atrito entre Congresso e Palácio do Planalto. Nos últimos dias, deputados aprovaram matérias classificadas pelo governo como pautas-bomba, entre elas o projeto que revê penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pedidos de cassação de parlamentares.

Críticas do mercado permanecem

Implementado em 2024, o arcabouço foi alvo de questionamentos de especialistas e agentes financeiros, que enxergam fragilidades de longo prazo. Analistas apontam a dependência de aumento de arrecadação – e não de cortes – para o cumprimento de metas, além de possíveis choques entre o limite de gastos e o crescimento de despesas obrigatórias.

Relatório recente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF) indicou que a dívida bruta brasileira chegou a 89% do PIB, nível mais alto entre economias emergentes monitoradas pelo FMI. Para o mercado, o ritmo de ajuste fiscal considerado lento lança dúvidas sobre a trajetória da dívida.

“Metodologia mais racional”, diz Motta

Apesar das ressalvas, Motta classificou a regra como “a metodologia mais racional já apresentada”, por permitir que as despesas acompanhem a variação da receita dentro de faixas predefinidas. “Sem essa adaptação, corríamos o risco de inviabilizar o país”, avaliou.

Com informações de Gazeta do Povo

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