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Hugo Motta articula bloco de 275 deputados e impõe isolamento a governo e oposição na Câmara

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reorganizou um bloco parlamentar de centro com 275 deputados, afastando-se simultaneamente do Palácio do Planalto e da bancada bolsonarista. A movimentação, confirmada em 12 de dezembro de 2025, confere ao comando da Casa o poder de definir ou travar a pauta de votações.

Ruptura com PT e PL

Motta rompeu as pontes com o líder do PT, senador licenciado Lindbergh Farias, e com o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante. A relação azedou após votações controvertidas — entre elas o projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas — e pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a absolvição da deputada Carla Zambelli (PL-SP). Ambos os lados passaram a criticar a condução “imprevisível” do presidente da Câmara.

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Objetivo do novo bloco

Com maioria absoluta, o bloco permite a Motta atuar como “árbitro” das deliberações. Ele ganha margem para definir o ritmo de projetos e obriga tanto o governo Lula quanto a oposição bolsonarista a negociar diretamente com sua articulação.

Impacto sobre o Planalto

Propostas consideradas essenciais pelo governo, como a votação do Orçamento de 2026 e o aumento de tributos sobre bets (apostas on-line) e fintechs, agora dependem do aval do novo bloco. A fragmentação eleva o custo político para o Executivo aprovar qualquer matéria.

Insatisfação da oposição

Mesmo após a tramitação de um projeto que reduz penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro, a oposição declarou sentir-se traída. O acordo que garantiu apoio a Motta na eleição para a Presidência da Câmara previa a anistia total aos envolvidos, promessa que não se concretizou.

Próximos passos e tensionamento

O conflito deve se intensificar. Motta planeja levar a plenário pedidos de cassação do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) e declarar a perda de mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por faltas reiteradas. Em resposta, Eduardo afirmou que o presidente da Câmara “escolheu a desonra” e que “ainda terá a guerra”.

Com o bloco de centro em funcionamento, governo e oposição permanecem isolados, enquanto Hugo Motta tenta consolidar seu controle sobre a Casa em meio a uma das maiores crises recentes de articulação política.

Com informações de Gazeta do Povo

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