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Haddad justifica aumento de imposto de importação para mais de mil produtos e diz que medida “protege a produção nacional”

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, que o reajuste na tarifa de importação de 1.000 itens tem caráter regulatório e visa resguardar a indústria brasileira. O acréscimo, decidido no início do mês, pode chegar a 7,2 pontos percentuais.

Quem é afetado

A lista inclui bens de consumo, como smartphones, e equipamentos industriais, entre eles caldeiras, geradores, turbinas e fornos. De acordo com Haddad, “mais de 90% desses produtos são fabricados no Brasil”. O ministro sustenta que a elevação da alíquota desestimula a entrada de mercadorias vendidas a preços inferiores aos praticados em mercados como Europa e Estados Unidos.

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Questionado sobre críticas da oposição, Haddad disse que a medida combate o “comércio internacional desleal” e que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pode rever ou até zerar a tarifa caso necessário.

Impacto nos celulares

Segundo o MDIC, 95% dos smartphones comercializados no País em 2025 deverão ser montados localmente, ficando fora da nova cobrança. Apenas 5% — aparelhos totalmente importados — pagarão a tarifa mais alta.

Como exemplo de marcas, a pasta aponta que Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não devem sofrer impacto, enquanto a chinesa Xiaomi, que não produz no Brasil, pode ter aumento de preço.

Regras para componentes

O governo manterá alíquota zero para qualquer peça sem equivalente nacional, a fim de não prejudicar linhas de montagem instaladas no território brasileiro.

Início da cobrança

Parte do novo imposto já está em vigor; o restante passa a valer em março.

Produtos com tarifa elevada

  • Torres e pórticos
  • Reatores nucleares
  • Caldeiras
  • Geradores de gás de ar
  • Turbinas para embarcações
  • Motores para aviação
  • Bombas para combustíveis ou lubrificantes
  • Fornos industriais
  • Congeladores (freezers)
  • Centrifugadores para laboratórios
  • Máquinas para encher ou rotular garrafas
  • Empilhadeiras
  • Robôs industriais
  • Máquinas de compactar
  • Distribuidores de adubos
  • Equipamentos para panificação, produção de açúcar e cerveja
  • Máquinas para fabricar sacos ou envelopes
  • Impressoras e cartuchos de tinta
  • Descaroçadeiras de algodão
  • Máquinas de fiação têxtil
  • Equipamentos para fabricar ou consertar calçados
  • Martelos industriais
  • Circuitos impressos com componentes montados
  • Cortadores de cabelo
  • Painéis indicadores LCD ou LED
  • Controladores de edição
  • Tratores
  • Navios de passageiros, plataformas de perfuração e navios de guerra
  • Câmeras especiais para uso subaquático, médico ou pericial
  • Equipamentos de ressonância magnética
  • Aparelhos dentários
  • Tomógrafos computadorizados

Haddad concluiu que o objetivo é atrair fabricantes estrangeiros para produzir no Brasil, reduzindo importações e fortalecendo a cadeia industrial interna.

Com informações de G1

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