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Governo Lula investe R$ 454 mil em anúncios sobre segurança pública em quatro dias

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Brasília – O governo federal desembolsou pelo menos R$ 454 mil em impulsionamento de publicações no Facebook e no Instagram entre quarta-feira (29) e a manhã de sábado (1º). Os valores foram pagos à Meta para ampliar o alcance de três peças oficiais que tratam de segurança pública e do combate ao crime organizado.

Os dados constam do relatório de transparência da própria plataforma e foram confirmados pela reportagem. A investida digital ocorre dias após a megaoperação contra o narcotráfico no Rio de Janeiro e em meio à disputa entre o Palácio do Planalto e gestores estaduais sobre a condução da segurança pública.

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Foco em PEC e projeto de lei

Entre os conteúdos patrocinados estão:

• postagem que defende a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança;
• vídeo que afirma ser necessário combater o crime organizado com inteligência, em crítica indireta à operação comandada pelo governo do Rio;
• material que divulga o projeto de lei antifacção, enviado ao Congresso na sexta-feira (31), propondo tipificar “organização criminosa qualificada” com pena de até 30 anos de prisão.

Nas peças, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirma que “matar criminosos não é a solução” e cita operação conjunta do Ministério Público e da Receita Federal, realizada em agosto, como exemplo de atuação focada na estrutura financeira de facções.

Escalada de gastos on-line

A aposta em publicidade digital tem se intensificado desde o início de 2025. Apenas em campanhas veiculadas na Meta, o governo direcionou mais de R$ 1 milhão no primeiro semestre. De janeiro a outubro, os gastos com propaganda na internet somaram R$ 69 milhões, aumento de 110 % em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Secom.

Além de impulsionar postagens institucionais, a administração federal contratou influenciadores digitais para alcançar públicos que não consomem mídia tradicional, enquanto reduz gradualmente a fatia destinada à televisão.

A movimentação acontece em ano pré-eleitoral, quando o tema segurança pública ganhou centralidade no debate político e motivou a reorganização de setores da oposição em torno do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

Com informações de Gazeta do Povo

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