O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, feito na sexta-feira (5), provocou reações distintas entre governadores alinhados à direita. Enquanto alguns manifestaram apoio imediato, outros optaram pelo silêncio.
Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, e Ratinho Júnior (PSD), do Paraná — ambos apontados como potenciais candidatos em 2026 — não comentaram publicamente a decisão do parlamentar, que afirmou ter recebido aval do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Pronunciamentos favoráveis
No campo dos que se pronunciaram, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), classificou a indicação como “justa e democrática”. Zema destacou que uma das estratégias de Jair Bolsonaro seria lançar várias candidaturas no primeiro turno para fortalecer a direita no segundo. “Sigo trabalhando todos os dias para tirar o PT do Palácio do Planalto”, declarou.
Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), reiterou sua própria pré-candidatura e disse que o objetivo comum é retirar o PT do poder. “Ele [Jair Bolsonaro] tem o direito de buscar viabilizar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro”, afirmou nas redes sociais.
Pelo PL, o catarinense Jorginho Mello elogiou o senador: “Flávio Bolsonaro é um grande brasileiro, homem equilibrado e capaz de unir a nossa direita, como seu pai foi capaz”, disse, reforçando a intenção de impedir mais quatro anos de governo petista.
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) comentou o assunto após reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Consud), neste sábado (6). “Ele é do meu partido, é meu amigo, senador pelo Rio de Janeiro. E a gente fica feliz de o PL ter tomado um direcionamento”, declarou.
Imagem: Larissa Navarro
Silêncio estratégico
Até a noite de sábado, nem Tarcísio nem Ratinho haviam se manifestado sobre o movimento do colega de partido. Ambos continuam cotados nos bastidores como possíveis nomes da direita para a disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro confirmou a pré-candidatura após encontro com o pai em Brasília, acrescentando que buscará unificar legendas de oposição ao atual governo federal.
Com informações de Gazeta do Povo

