Ondas de calor e alterações de humor já são sintomas conhecidos da menopausa, mas a fase também pode vir acompanhada de instabilidade glicêmica, segundo a nutricionista clínica Sabina Donadelli. A profissional explica que a redução natural do estrogênio — hormônio que participa da regulação da sensibilidade à insulina — dificulta o controle do açúcar no sangue.
A menopausa, caracterizada pela última menstruação e normalmente registrada entre 45 e 55 anos, interrompe definitivamente a ovulação. Com a queda do estrogênio, o corpo tende a acumular mais gordura visceral, fator associado à resistência à insulina e a picos de glicose após as refeições. Esses picos são seguidos de quedas rápidas, provocando fome, cansaço e desejo por doces.
Estratégias sugeridas pela especialista
Para reduzir os impactos na glicemia, Sabina recomenda mudanças simples no cotidiano:
- Jejum intermitente: praticado de forma planejada, cerca de três vezes por semana, respeitando o histórico de cada mulher;
- Mix de sementes: incluir diariamente chia, linhaça, abóbora, girassol e gergelim para fornecer fibras, gorduras boas e compostos que desaceleram a absorção de glicose;
- Priorização de proteínas nas primeiras refeições do dia e consumo de fibras antes dos carboidratos, além da associação de gorduras boas às refeições;
- Exercícios de força: atividades que aumentam a sensibilidade à insulina e beneficiam o metabolismo feminino nessa etapa da vida.
Segundo a nutricionista, ajustar alimentação e manter rotina de atividade física contribuem para maior estabilidade glicêmica e ajudam a evitar ganho de peso frequente nos consultórios.
Com informações de Metrópoles

