Um estudo disponibilizado no repositório PubMed Central indica que a seleção artificial conduzida por seres humanos ao longo de séculos influenciou não apenas a aparência, mas também a cognição e o comportamento dos cães. Raças desenvolvidas para atuar de forma independente tendem a avaliar comandos antes de executá-los, característica que frequentemente é interpretada como teimosia pelos tutores.
Funções originais moldam a personalidade
Cães criados para caça, pastoreio autônomo ou guarda de rebanho precisavam tomar decisões rápidas e sozinhos. Essa necessidade deixou marcas no DNA, privilegiando a resolução de problemas sem intervenção humana constante. Entre os grupos com maior predisposição à independência estão terriers, cães nórdicos e guardiões de rebanho.
Exemplos de raças mais autônomas
Akita Inu – Vigilante e silencioso, recorre à própria percepção para definir o que é ameaça.
Beagle – Guiado pelo olfato, pode ignorar chamados quando encontra um rastro de interesse.
Jack Russell Terrier – Selecionado para caçar sozinho em tocas, demonstra persistência elevada.
Husky Siberiano – Conhecido por questionar ordens que não lhe pareçam lógicas.
Motivações distintas
O estudo aponta que cães cooperativos buscam aprovação social, enquanto os independentes analisam se a tarefa compensa o esforço. No ambiente doméstico, essa diferença pode gerar frustração quando o tutor espera obediência imediata.
Treinamento ajustado ao perfil
Especialistas recomendam oferecer estímulos mentais que simulem o trabalho ancestral do animal e empregar reforço positivo alinhado às motivações individuais. A construção de uma parceria baseada em recompensas de alto valor para o pet tende a reduzir comportamentos indesejados.
Compreender a herança genética de cada raça ajuda a definir estratégias de convivência mais eficazes e respeitosas.
Com informações de Olhar Digital

