Uma onda de frio ártico levou o Aquário de Long Island, em Riverhead, Nova York, a transferir 20 pinguins-de-patas-pretas (Spheniscus demersus) para áreas internas da instalação. As aves precisaram de abrigo quando a temperatura externa caiu a cerca de 20 °C abaixo de zero.
Procedimento rotineiro
Segundo porta-voz do aquário, a espécie não tolera frio intenso. Sempre que o termômetro marca menos de –1 °C, os animais são levados para dentro. “Eles têm seus ninhos e uma piscina, então ficam confortáveis e felizes. É como um recreio dentro de casa”, disse a representante.
Os pinguins passam todas as noites nas dependências internas e, durante períodos de frio, recebem estímulos adicionais de enriquecimento ambiental. Quando a temperatura sobe além de 30 °C, retornam ao recinto externo.
Visitação mantida
Mesmo com a mudança, o público continua a ver a colônia por meio de programas como o “Encontro com Pinguins”, que permite selfies e aproximação supervisionada.
Origem e adaptações
Nativos de ilhas e praias do sudoeste africano, os pinguins-de-patas-pretas são aves marinhas de pequeno porte e não voadoras. O corpo hidrodinâmico, nadadeiras rígidas, pés palmados, ossos densos e penas impermeáveis possibilitam longos mergulhos e natação eficiente. Uma camada de gordura reforça o isolamento térmico.
A espécie exibe barriga branca, faixa preta, manchas únicas no peito e área rosada acima dos olhos, que ajuda a dissipar calor. A comunicação é estridente: vocalizações servem para encontrar parceiros, defender ninhos e manter contato no grupo.
Casais dividem a incubação de dois ovos e criam os filhotes, que formam creches antes de se aventurar no mar por até dois anos. Na natureza, podem viver entre 15 e 20 anos.
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Com informações de Metrópoles

