A França pediu nesta terça-feira (31/3) uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas depois que ataques atribuídos a Israel mataram três soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e feriram outros cinco, no domingo (29/3) e na segunda-feira (30/3).
O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, classificou os disparos e as explosões como “inaceitáveis e injustificáveis”. Ele manifestou solidariedade às famílias das vítimas e exigiu uma investigação completa sobre as circunstâncias dos incidentes.
“Essas violações de segurança e atos de intimidação por soldados israelenses contra o pessoal da ONU são inaceitáveis, especialmente porque os procedimentos de resolução de conflitos foram seguidos”, afirmou Barrot.
Morte e feridos
No domingo (29/3), tiros atingiram um veículo da Unifil, provocando a morte de um soldado indonésio e ferindo outros três. No dia seguinte (30/3), uma explosão matou mais dois militares da mesma nacionalidade e deixou outros dois feridos.
Condenação da ONU
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou de forma veemente os ataques. Pelas redes sociais, ele pediu que todas as partes cumpram o direito internacional e garantam a segurança do efetivo e das instalações da Unifil “em todos os momentos”.
As mortes agravam a tensão na fronteira entre Israel e Líbano, onde capacetes azuis atuam desde 1978 para proteger civis e monitorar o cessar-fogo.
Com informações de Metrópoles

