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Flávio Bolsonaro baixa o tom para atrair centro, negocia vice e tenta conquistar mercado financeiro

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o Planalto em 2026, foi orientado a adotar discurso mais moderado com o objetivo de diminuir rejeição, seduzir eleitores de centro e ganhar confiança de investidores. A estratégia foi confirmada por integrante do núcleo da campanha a oito meses do primeiro turno.

Economia no centro da mensagem

A candidatura pretende focar em temas econômicos considerados sensíveis ao eleitorado indeciso e ao mercado. Entre as promessas estão equilíbrio fiscal, corte de gastos públicos e combate à inflação. O time de Flávio sustenta que o desajuste nas contas do governo Lula pressiona a Selic, hoje em 15% ao ano, maior patamar desde julho de 2006 (15,25%).

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Em 2025, o Tesouro Nacional registrou déficit de R$ 61,7 bilhões. O número desconsidera R$ 48,7 bilhões excluídos da meta fiscal, entre precatórios, ressarcimentos ao INSS, despesas temporárias de educação e saúde e projetos de defesa.

No diálogo com agentes financeiros, aliados de Flávio argumentam que ele teria capacidade de resolver questões técnicas antes atribuídas ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já declarou apoio à candidatura e buscará a reeleição em São Paulo.

Críticas ao governo e manutenção de pautas de direita

Apesar do tom mais brando, a campanha manterá a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e contestação à política econômica petista. Flávio acredita que o atual cenário abre espaço para conquistar parte dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, sobretudo no Nordeste, região onde pesquisa PoderData de janeiro apontou aprovação de 46% e rejeição de 45% ao presidente. Em dezembro, os índices eram 50% e 46%, respectivamente.

Busca por um vice de perfil moderado

Nos bastidores, três nomes são avaliados para a vice-presidência:

  • Ratinho Júnior (PSD), governador do Paraná;
  • Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais;
  • Tereza Cristina (PP-MS), senadora e ex-ministra da Agricultura.

Aliados avaliam que Ratinho Júnior traria apoio do PSD, partido com 887 prefeituras em 2024, e a popularidade do apresentador Ratinho no Sul. Zema é visto como peça-chave em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e tradicional “estado pêndulo”. Já Tereza Cristina poderia ampliar o apelo junto ao agronegócio e ao eleitorado feminino.

Números das pesquisas

Levantamento PoderData realizado entre 24 e 26 de janeiro de 2026 com 2.500 entrevistados mostra aprovação de 34% e desaprovação de 57% ao governo Lula em nível nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Flávio Bolsonaro avalia que o declínio de apoio ao petista, somado à pauta econômica, segurança pública e combate à corrupção, poderá expandir seu espaço além do eleitorado de direita.

Com informações de Gazeta do Povo

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