Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou neste sábado (28) que a posição do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de condenar o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã é “inaceitável”.
A declaração foi publicada em suas redes sociais poucas horas depois de Washington e Tel Aviv atingirem alvos iranianos na madrugada de hoje. Houve explosões em Teerã e em pelo menos outras quatro cidades. Na sequência, o Irã lançou mísseis contra Israel e contra bases norte-americanas no Oriente Médio.
Nota do Itamaraty
Em comunicado divulgado mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores condenou o bombardeio e alertou para o risco de escalada. O texto destacou que as negociações entre as partes são “o único caminho viável para a paz”, posição que o Brasil tradicionalmente defende na região.
Críticas do senador
Flávio Bolsonaro argumentou que o Irã “não é um ator neutro” e que o Brasil “não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem”. Para o parlamentar, ao manifestar solidariedade a Teerã, o governo brasileiro “se coloca do lado errado de um conflito grave”.
Resposta de Gleisi Hoffmann
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), rebateu a fala do senador. Também em postagem nas redes sociais, afirmou que Flávio “não aprendeu nada com o repúdio nacional à traição de sua família ao Brasil” e acusou o pré-candidato de “subserviência” ao ex-presidente dos EUA Donald Trump.
Segundo Gleisi, “as palavras soberania, multilateralismo e paz não existem no dicionário dos bolsonaristas”. Ela acrescentou que, se Lula não tivesse vencido as eleições de 2022, “o Brasil estaria de joelhos hoje”.
Até a última atualização desta reportagem, o Palácio do Planalto não havia comentado as declarações do senador nem a resposta da ministra.
Com informações de G1

