Daurival Júnior, conhecido como Juninho, completa 35 anos nesta sexta-feira (20) hospitalizado e paraplégico, consequência dos disparos feitos durante a final da Copa do Craque, em 1º de fevereiro, em Gurupi (TO). O tiroteio deixou quatro feridos e mudou a rotina de várias famílias.
Estado de saúde delicado
O projétil perfurou o pulmão do atleta amador, que agora enfrenta pneumonia e infecção no sangue. Segundo parentes, o quadro clínico é instável e o abalo emocional é grande diante da incerteza sobre a recuperação de seus movimentos.
Recém-nascido e despesas elevadas
Quando o crime ocorreu, o filho de Juninho, Arthur, tinha apenas nove dias de vida. Desde então, parentes e amigos arcam sozinhos com o tratamento de alta complexidade e com as adaptações necessárias para a nova condição do jovem.
Família alega omissão
Quase dois meses depois, familiares afirmam não ter recebido ajuda de autoridades nem dos organizadores do torneio. “Seguimos sustentados apenas pela fé”, diz nota divulgada pela família, que cobra apoio financeiro e psicológico.
Segurança em debate
Moradores e frequentadores do evento criticam a falta de estrutura e apontam que o ambiente da competição, criada para promover lazer e inclusão, foi tomado por ostentação e desordem, favorecendo a violência.
Investigações continuam
A Polícia Civil segue em busca dos autores e da motivação dos disparos que atingiram quatro pessoas naquela tarde. Enquanto o inquérito avança, a família depende de doações para manter o tratamento de Juninho.
As próximas semanas serão decisivas para definir novos procedimentos médicos e possíveis transferências para centros especializados, caso surja apoio financeiro.
Com informações de Atitude Tocantins

