São Paulo, 16 de dezembro de 2025 – Dormir menos de sete horas por noite aparece como um dos comportamentos que mais reduzem a expectativa de vida nos Estados Unidos, segundo estudo conduzido pela Universidade de Saúde e Ciência do Oregon. O levantamento indica que apenas o tabagismo tem impacto maior na longevidade.
Os pesquisadores analisaram dados de 3.143 condados norte-americanos coletados pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) entre 2019 e 2025. A comparação envolveu hábitos como alimentação, prática de exercícios físicos, isolamento social e duração do sono.
Insuficiência de sono supera dieta e atividade física
Para adultos, o sono insuficiente foi definido como menos de sete horas em cada período de 24 horas. Entre todos os fatores avaliados, dormir pouco ficou atrás apenas do consumo de cigarros em termos de impacto negativo sobre a expectativa de vida, superando alimentação desequilibrada, falta de exercícios e solidão.
A médica e pesquisadora do sono Vânia D’Almeida, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressalta que o descanso noturno é fundamental para funções orgânicas vitais. De acordo com ela, noites mal dormidas estão associadas a maior risco de câncer, doenças imunológicas, diabetes, hipertensão, infarto e distúrbios metabólicos.
Compensar no fim de semana não funciona
Um hábito comum entre pessoas que dormem pouco é tentar recuperar o descanso aos fins de semana, fenômeno chamado de “jet lag social”. A médica Erika Treptow, do Instituto do Sono, explica que essa estratégia não corrige o déficit acumulado e pode gerar consequências de longo prazo.
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Três pilares para um sono saudável
Especialistas destacam que não basta cumprir o número de horas; é preciso garantir qualidade e regularidade. Os pilares listados são:
- quantidade adequada de horas conforme a idade;
- qualidade, com sono profundo e sem interrupções frequentes;
- regularidade, mantendo horários fixos para dormir e acordar.
O estudo reforça que, em um cenário de rotinas aceleradas, priorizar o sono diário é essencial para preservar anos de vida tanto quanto — ou mais que — ajustar dieta e incluir exercícios na rotina.
Com informações de Olhar Digital

