Um vídeo publicado no Instagram pela diretora Carla Martins de Barros, da Escola Municipal Odair Lúcio, desencadeou reações de pais, mães e entidades dedicadas à defesa de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Gurupi (TO). A gravação, feita em ambiente doméstico, classifica o TEA como “transtorno da moda” e utiliza a expressão “alecrim dourado” para se referir a crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, o que foi interpretado como ofensivo.
Repercussão imediata
Após a divulgação, o conteúdo passou a circular em grupos de mensagens e perfis locais. Instituto Via Autismo e Café & Terapia emitiram notas de repúdio, apontando que a linguagem reforça estigmas e desinformação sobre o TEA. As organizações solicitaram ao secretário municipal de Educação, Samuel Rodrigues Martins, a apuração do caso e a adoção de medidas administrativas.
Posicionamento da diretora
Procurada, Carla Martins afirmou que o vídeo foi um “desabafo pessoal” fora do ambiente escolar. Segundo ela, a situação mencionada teria ocorrido em um estabelecimento comercial, e não na unidade de ensino. A diretora disse ainda que o termo “devolvi”, usado na gravação, referia-se a uma reação a agressão sofrida nesse local externo.
Manifesto da Secretaria Municipal de Educação
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Gurupi reiterou compromisso com a inclusão e citou a Lei Brasileira de Inclusão (LBI) como base das ações na rede. O município informou manter 24 salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) com professores especialistas e equipes de apoio para cerca de 400 estudantes diagnosticados com TEA, além de equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais e psicólogas.
O órgão não comentou diretamente as declarações da diretora, justificando que, conforme o relato, o episódio não ocorreu dentro da escola. A pasta ressaltou que mantém diálogo aberto com famílias e comunidade escolar para garantir educação “justa, equitativa e de qualidade”.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais procedimentos administrativos contra a gestora.
Com informações de Atitude Tocantins

