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Ecos de raios X indicam explosão recente de Sagitário A*, buraco negro no centro da Via Láctea

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Sagitário A*, buraco negro supermassivo localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, passou por uma fase de intensa atividade há poucos séculos, segundo estudo publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters.

A conclusão foi alcançada por uma equipe da Universidade Estadual de Michigan (EUA) após analisar dados do telescópio espacial XRISM, missão conduzida em parceria pela NASA, Agência Espacial Europeia (ESA) e Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (JAXA).

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Reflexo cósmico

Os pesquisadores observaram raios X provenientes de uma grande nuvem de gás próxima ao centro galáctico. As medições indicam que essa radiação não foi gerada pela própria nuvem, mas reflete, com atraso de séculos, um surto energético emitido por Sagitário A* – fenômeno comparável a um “eco de luz”.

De acordo com o artigo, a nuvem funcionou como um espelho, devolvendo parte dos raios X que haviam saído do buraco negro. Esse percurso mais longo explica por que o sinal chegou à Terra muito depois do evento original.

Brilho 10 mil vezes maior

Modelos elaborados a partir das observações sugerem que, durante a erupção, Sagitário A* emitiu radiação em raios X aproximadamente 10 mil vezes mais intensa do que a registrada atualmente. Embora o buraco negro possua cerca de 4 milhões de massas solares, costuma manter um comportamento relativamente calmo por haver pouco gás disponível ao seu redor. O novo trabalho indica que, em determinado período, essa condição mudou repentinamente.

Importância do XRISM

O XRISM dispõe de resolução espectral suficiente para distinguir energias de raios X com alta precisão, o que permitiu descartar outras possíveis fontes para a radiação captada, como partículas cósmicas de alta energia. Dessa forma, os cientistas atribuem o surto diretamente ao processo de acreção de material pelo buraco negro central da Via Láctea.

Os autores afirmam que a descoberta ajuda a reconstruir a história recente da galáxia e demonstra como avanços tecnológicos possibilitam investigar eventos ocorridos há milhares de anos.

Com informações de Olhar Digital

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