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Ex-influencer de esquerda adere à direita após alegar afastamento da filha e critica tentativa de revogar Lei de Alienação Parental

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Brasília — O jornalista mineiro Leonardo Michel Rocha Estopa, de 46 anos, conhecido nas redes como Leonardo Stoppa, declarou nesta semana o encerramento de suas atividades como influenciador de esquerda e o início de uma nova fase alinhada à direita. A decisão, segundo ele, foi motivada pelo distanciamento da filha de sete anos em meio a um processo de separação.

Participação em caminhada e mudança de posicionamento

Stoppa participou, em janeiro, da caminhada de 240 quilômetros conduzida pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que pedia liberdade para presos dos atos de 8 de janeiro. Poucos dias depois, comunicou aos quase 500 mil inscritos de seu canal no YouTube que abriria um novo espaço de conteúdo com orientação conservadora.

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A lei em discussão

O ex-influencer afirma ter se chocado ao ver parlamentares do PSOL e do PT comemorarem, em dezembro de 2025, a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que revoga a Lei 12.318/2010, conhecida como Lei de Alienação Parental. A proposta foi apresentada pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Vivi Reis (PSOL-PA) e ainda segue em tramitação no Congresso.

Para Stoppa, a eventual revogação enfraquece a proteção ao convívio entre pais e filhos. “Quando vi deputados comemorando, foi um tapa na cara”, disse ele, relatando que não mantém contato telefônico com a filha há meses.

Processo judicial e versão da defesa da mãe

A ex-esposa obteve medida protetiva com base na Lei Maria da Penha por suposta violência psicológica. A decisão judicial autoriza visitas quinzenais e ligações, mas, de acordo com Stoppa, obstáculos logísticos têm impedido o contato. Ele mora em Ponte Nova (MG), enquanto a filha vive em Belo Horizonte, a cerca de 200 quilômetros.

As advogadas da mãe, Edna Teixeira e Talitha Camargo, informaram que o convívio depende do cumprimento das condições estabelecidas pelo juízo. Segundo elas, a medida é cautelar e visa preservar a integridade física e emocional da vítima.

Após a participação na caminhada de Nikolas, a defesa da mãe solicitou que eventuais visitas do pai sejam acompanhadas por profissional. Até o fechamento da reportagem, não houve manifestação sobre esse pedido.

Críticas à antiga militância

Stoppa, que atuou durante 11 anos em veículos de esquerda como o portal Brasil 247, classifica sua antiga corrente ideológica como conivente com o aumento de conflitos familiares. Ele também sustenta que a oposição à Lei de Alienação Parental abre brecha para casos extremos, inclusive suicídios e feminicídios.

No novo canal, o jornalista afirma que pretende abordar temas como liberdade de expressão, direitos dos pais e críticas ao sistema eleitoral. “Passei a ver tudo de forma diferente”, resumiu.

Com informações de Gazeta do Povo

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