Figuras que já integraram a base de Jair Bolsonaro manifestaram forte oposição ao anúncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República em 2026. A escolha, confirmada pelo próprio parlamentar na sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, provocou reações de antigos aliados do ex-presidente, que veem “riscos para a direita” e questionam a viabilidade eleitoral do filho mais velho do ex-chefe do Executivo.
Entre os críticos estão a ex-deputada estadual Janaina Paschoal, a ex-deputada federal Joice Hasselmann, o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), o ex-deputado Alexandre Frota e o pastor Silas Malafaia.
Janaina Paschoal
Pelas redes sociais, a ex-parlamentar afirmou que, caso Bolsonaro insista em lançar o filho ao Planalto, “aniquilará novamente a direita”. Um dia antes, ela havia elogiado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dizendo que a ex-primeira-dama “construiu seu espaço e não recuará”.
Joice Hasselmann
Em vídeo divulgado na internet, Joice ironizou a indicação de Flávio e qualificou a decisão como um “presente” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a ex-deputada, o histórico do senador inviabilizaria qualquer chance de vitória em 2026.
Otoni de Paula
Da tribuna da Câmara, o deputado admitiu arrependimento por ter tratado Bolsonaro como “mito” e disse preferir “andar sozinho a mal acompanhado”. No Instagram, Otoni criticou Flávio por ter, segundo ele, esvaziado a CPI da “Lava Toga” e associou o senador a denúncias de corrupção no Rio de Janeiro.
Alexandre Frota
O ex-deputado gravou vídeo no qual declarou que, se a candidatura se confirmar, o humorista e também ex-deputado Tiririca “seria opção melhor”. Frota previu que Flávio ficaria “na quinta posição” em uma eventual disputa presidencial.
Imagem: Mtag
Silas Malafaia
Aliado histórico de Bolsonaro, o pastor evitou citar nomes, mas publicou no X que “o amadorismo da direita faz a esquerda gargalhar”, sinalizando discordância sobre a estratégia. Malafaia e a família Bolsonaro vêm registrando atritos recentes, inclusive com críticas públicas ao deputado Eduardo Bolsonaro.
As manifestações aumentam a pressão sobre o campo conservador, que busca consolidar um nome competitivo para a sucessão presidencial de 2026 e tenta contornar divergências internas provocadas pela escolha de Jair Bolsonaro.
Com informações de Gazeta do Povo

