Washington (15.set.2025) – O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, informou nesta segunda-feira (15) que a Casa Branca apresentará, “na próxima semana ou logo depois”, novas medidas contra o Brasil em resposta à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Rubio comentou o assunto durante entrevista à jornalista Gillian Turner, da Fox News, concedida em Jerusalém, onde se encontrou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Questionado sobre a reação do governo Donald Trump ao veredicto da Primeira Turma do STF, que impôs a Bolsonaro pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o secretário alegou que “o Estado de Direito no Brasil está se desintegrando” devido à atuação de juízes que, segundo ele, extrapolaram suas competências.
O chefe da diplomacia norte-americana citou especificamente o ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de perseguir Bolsonaro e de “tentar aplicar ações extraterritoriais” contra cidadãos dos Estados Unidos ou pessoas que publicassem conteúdos a partir do território norte-americano.
Medidas já em vigor
Antes mesmo da decisão do STF, Washington adotou uma tarifa de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros importados, válida desde 6 de agosto. O governo citou o processo contra Bolsonaro como um dos motivos da sobretaxa, mas poupou cerca de 700 itens, entre eles suco e polpa de laranja e aeronaves civis.
Em 31 de julho, o Departamento do Tesouro incluiu Moraes em sua lista de sanções com base na Lei Magnitsky, que permite penalidades contra pessoas acusadas de violar direitos humanos ou participar de atos de corrupção. Dias antes, o Departamento de Estado revogara os vistos do magistrado, de aliados dele no STF e de seus familiares, proibindo sua entrada em território americano.
Imagem: Haim Tzach
Após a sentença contra Bolsonaro, Rubio reiterou em sua conta na rede social X que os Estados Unidos “responderão de forma apropriada”. O anúncio de novas sanções deve detalhar quais setores ou autoridades brasileiras serão alvo das próximas restrições.
As autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as declarações de Rubio nem sobre a perspectiva de mais medidas punitivas por parte de Washington.
Com informações de Gazeta do Povo

