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Encontro entre Lula e Trump segue sem data definida após expectativa para março

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O aguardado encontro presencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, continua sem data marcada. Interlocutores do Palácio do Planalto admitem que a reunião, inicialmente cogitada para a segunda semana de março, pode ser adiada para abril ou até maio.

A agenda vem sendo negociada desde o ano passado. Em janeiro deste ano, Lula e Trump conversaram por telefone e acertaram que o chefe do Executivo brasileiro visitaria Washington. Na ocasião, o petista chegou a declarar que a viagem ocorreria “no começo de março”, previsão que não se confirmou.

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No mês seguinte, auxiliares do governo brasileiro passaram a indicar a segunda quinzena de março como possível janela. Agora, um assessor direto do presidente afirma que o cronograma permanece incerto e que a escalada de tensões envolvendo a ofensiva norte-americana contra o Irã pode impactar a definição da data. “Se não for em março, pode ser em abril, pode ser em maio”, avaliou.

Pauta em discussão

Comércio bilateral deve ser um dos principais temas do encontro. Apesar de os Estados Unidos terem retirado, em novembro, uma sobretaxa de 40% sobre itens como café e carne bovina, outros produtos brasileiros ainda sofrem restrições tarifárias. Lula também pretende tratar de cooperação no combate ao crime organizado e de parcerias em minerais críticos e terras raras.

Antecedentes

Lula e Trump se encontraram pela última vez em outubro do ano passado, na Malásia, quando o brasileiro defendeu a suspensão das tarifas aplicadas aos produtos nacionais. Um mês depois, Washington revogou parte das sobretaxas.

Em declarações recentes, Lula destacou a importância de “fortalecer o multilateralismo” e retomar o crescimento econômico conjunto. Já Trump afirmou, em fevereiro, que “se dá muito bem” com o presidente brasileiro e que “adoraria” recebê-lo na capital norte-americana.

Conselho da Paz e críticas

Durante a ligação telefônica de janeiro, os dois mandatários discutiram a criação do denominado Conselho da Paz, proposto por Trump para coordenar esforços internacionais em conflitos globais. Posteriormente, Lula criticou o plano norte-americano de investir US$ 5 bilhões na reconstrução da Faixa de Gaza, questionando a destruição prévia da região e sugerindo que o projeto se assemelharia à construção de um resort “sobre os cadáveres” de civis.

Sem a confirmação de data, a equipe do Palácio do Planalto segue monitorando o cenário internacional antes de oficializar o encontro em Washington.

Com informações de Metrópoles

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